Prémio "EuroInfoLiteracia": crónicas de Bruxelas

Prémio EuroInfoLiteracia: uma viagem de estudo às instituições da UE, em Bruxelas

 

CRÓNICAS DE BRUXELAS

As três vencedoras do Prémio “EuroInfoLiteracia”, promovido pelo Centro de Documentação Europeia da Biblioteca e Gestão da Informação da Católica Porto que consistiu numa viagem de estudo às instituições da UE, em Bruxelas, partilham connosco a sua experiência, com a seguinte crónica:

 

DIA 1:

Gostava de saber desenhar cada rua que vi, nessas pinturas de tal maneira minuciosas que parecem ser elas a seguirem-nos os movimentos. A primeira vez que vi Bruxelas seguia-se da primeira vez que andava de avião, da primeira vez que viajava sozinha, da primeira vez que chegava perto de algo que tinha muitas vezes imaginado. Podia ver, podia cheirar, podia tocar, mas queria sentir a cidade. Fomos ver as ruas, por entre as fachadas belíssimas que contam história de banda desenhada, herdada do nascimento do Tintin; a imagem da Grand Place que se erguia imponente, debruada a dourado, entre milhares das pessoas; a imagem do Parlamento, o Edifício em forma de X, que via da janela do Hotel onde me perdi durante vários minutos, sobretudo nessa primeira noite, a espreitar as janelas notívagas onde ainda se via luz… . No País onde as ruas cheiram a chocolate, waffles e doces também se sente o salgado das batatas fritas e o cheiro ácido da cevada da cerveja, a imagem que escolhi para este primeiro dia de viagem foi uma imagem de sabores, batatas doces, picantes e salgadas.

Porque Bruxelas não tem um único sabor, tem sabores. Bruxelas não tem uma identidade, mas tem muitas identidades.

Ao primeiro respirar d o cinzento chuvoso da capital da Bélgica, lembrei-me do sol que ficava em Portugal, recordo-me de ver guarda-chuvas a passear nas ruas, todos azuis com a bandeira da União Europeia, e não senti mais frio afinal, não faltava ali o azul e o amarelo.

ANA FILIPA AFONSECA

 

 

DIA 2:

A 27 de Julho, segundo dia da nossa visita, aproveitámos a manhã para descobrir um pouco mais da cidade. 

Começámos por explorar o Parque do Cinquentenário, verdadeiro tributo ao cinquentenário da independência da Bélgica (datada de 1830).

Seguimos para o Palácio da Justiça. Este grandioso tribunal belga é reputado como o maior edifício construído no século XIX, tendo dimensões superiores à própria Basílica de São Pedro, em Roma.

Visitámos depois o bairro Sablon, com as suas duas famosas praças divididas pela igreja Notre-Dame du Sablon. Em Grand Sablon passámos pelos típicos antiquários, boutiques e chocolatarias belgas. Em Petit Sablon vimos a Fonte dos Condes Egmont e Horne e o Palácio d’ Egmont. 

Saindo na paragem de metro Horta, aventurámo-nos então por um bairro português e pelos seus pequenos mercados de rua.

Começou, às 15h, a nossa visita à Comissão Europeia, no edifício Charlemagne. Fomos muito amavelmente recebidas pela Dr.ª Margarida Marques, Communication Officer da unidade. Orientou-nos sobre percursos profissionais na Comissão e falou-nos sobre o trabalho das instituições da União Europeia. Ajudou-nos ainda a conhecer o interior do edifício Berlaymont.

Terminadas as despedidas, fomos conhecer o Atomium, ícone nacional. Jantaríamos mais tarde famosas batatas fritas belgas na Maison Antoine, na Place Jourdan. 

Seguimos, por fim, para Boulevard Anspach e para a Grand Place, onde terminaríamos o dia provando a tradicional cerveja belga no Delirium Bar. Passando pela Place St. Gery, voltámos ao hotel.

CARMO AYRES PEREIRA

 

 

DIA 3:

Chegou o último dia. Nenhuma das três portuguesinhas quer que o dia corra, afinal ainda há tanto para ver! Depois de uma noite revigorante, depositam empenhadamente energia em cada passo e entregam toda a sua atenção aos pormenores. Quanto mais detalhadamente observarem o que as rodeia, maior a probabilidade de registarem com precisão a informação bruxelense.

De manhã cumprem um dos dois deveres académicos que as levou a Bruxelas: visitar o Parlamento Europeu (PE), orientadas pelo Dr. António Vale, responsável pelas visitas guiadas portuguesas ao PE. Grande parte da visita foi preenchida com uma conversa completíssima acerca daquela instituição. Mais uma etiqueta azul com estrelas amarelas para cada caderneta!

Terminada a visita guiada ao PE, finalmente vão comprar uns chocolatinhos belgas para provar e para adoçar as famílias! Seguem a pé até Pôrte du Namur, encantam-se no Beaux Arts e cirandam no vizinho Museu Magritte.

Olham para a rede de linhas do Metro e só faltava percorrer um pequeno troço, pelo que decidem ir espreitar o Jardim Botânico de Bruxelas. O Porto tem jardins tão bonitos, seria aquele equiparável?

Nesse ponto, começa a luta contra o tempo. Rapidamente regressam ao Hotel para caçar as malas. Seguem para o aeroporto. Lá fazem a última refeição em solo belga. Ai, aquela super-pizzaHut!, acalmou os estômagos nostálgicos e foi o mote de uma conversa sonhadora, dominada por outros voos e novos lugares.

No sentido inverso, sobrevoaram de novo Bruxelas; as três viajantes, agora, amigas, partiram de volta ao Porto, com muitas memórias para guardar.

INÊS GRANJA

 

Da esq. para a direita: Ana Flipa Afonseca, Dra. Margarida Marques [actual Secretária de Estado dos Assuntos Europeus], Inês Granja e Carmo Ayres Pereira

Da esq. para a direita: Inês Granja, Dr. António Vale, Ana Filipa Afonseca e Carmo Ayres Pereira,